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Diálogos para trocar experiências, aprender e aproximar gerações

 

 

Projeto pedagógico será desenvolvido na Fundação Lucas Araújo e unirá adolescentes do Lar da Menina e idosas da ILPI

     Humanizar, aproximar gerações, promover o reconhecimento próprio e o empoderamento diante da constituição da identidade estão entre os objetivos do projeto “Retratos de uma menina” que será desenvolvido pela Fundação Beneficente Lucas Araújo até novembro. As atividades vão envolver as adolescentes do Lar da Menina Pe. Paulo Farina e as idosas da Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) São José e João XXIII.

     O responsável pela iniciativa, monitor Davi Rodrigues da Silva, explica que, para desenvolver as ações, cada aluna irá confeccionar um caderno, uma espécie de álbum para registrar os momentos de conversa e troca de experiências. A ideia é criar uma relação e o comprometimento entre meninas e idosas, incentivando a criação de duplas. “O projeto retrato de menina, quer em primeiro lugar humanizar, tanto as adolescentes quanto as idosas, aproximar gerações e gerar empoderamento feminino, pois tem como pergunta central o ser e constituir-se mulher ao longo do tempo. É visto que processos nessa perspectiva são caminhos onde o diálogo e a construção coletiva se fazem fundamentais, visto que vai na contramão de ações pragmáticas, de uma sociedade imediatista e consumista”, destaca.

Na prática

     Para que o projeto aconteça, serão lançados 4 temas geradores: memória, família, festa e futuro. Cada assunto será problematizado com a pergunta “Como é ser mulher diante dessa realidade?”.

     Também será realizada uma visita guiada ao Museu Histórico Regional. O objetivo, segundo Davi, é aproveitar a exposição para falar sobre memória e fotografia e em como elas são importantes para o registro dos fatos e para percebermos a realidade no passado e atual.

     O trabalho será finalizado em novembro, quando será realizada uma confraternização especial. Para Davi, projetos como esse são possíveis graças ao comprometimento de toda a equipe. “Sem dúvida, projetos assim só são possíveis quando há uma abertura e um comprometimento da instituição, o que no caso da Fundação Lucas Araújo é uma concretude, visto a abertura tanto no propor quanto no construir unidade em torno de projetos como esse”, frisa.


 

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